E começam as movimentações para o 3° Festival Musgo de Artes Integradas

É galera, ta chegando a época de mais um Festival Musgo que em 2011 chega a sua terceira edição e esse ano acontece entre os dias 10 e 12 de novembro no Campus Santa Monica da Universidade Federal de Uberlândia.

E mais uma vez o festival vem recheado de coisas que vão desde oficinas, mesas-redondas a apresentações teatrais, musicais e mostras de arte. Nos próximos dias vamos anunciando a medida que forem se confirmando essas atrações, e as primeiras confirmações do festival já são demais, são duas atrações que vão fazer parte das apresentações musicas que acontecerão no dia 12 de novembro na UFU com local especifico a ser confirmado.

Tram-Panumbras

Pela segunda vez no Festival Musgo onde fez sua estreia ano passado o Tram-Panumbras surge diante do ser humano e seus processos, o caos urbano, o imediatismo e o consumismo que afastam o homem do entorno sinestésico, do místico, do intocável, do hipnótico.

Assim o grupo utiliza instrumentos convencionais mas também se apropria de objetos resultantes desse processo involutivo do homem como eletrodomésticos, lixo e sucata, e os recicla como instrumentos dando pano de fundo para letras que instiguem a crítica e reflexão sobre o que fomos, somos e viremos a ser.

The Dead Rocks

Em quase 10 anos de carreira o conjunto atingiu incrível sucesso com suas inesquecíveis apresentações, somando em seu extenso currículo centenas de shows, entre eles, apresentações na Franca, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Argentina e em quase todo o território brasileiro.

Com mais de dez lançamentos no mercado fonográfico, o conjunto já figurou nos mais importantes meios de comunicação do Brasil e do exterior, como Rede Globo, MTV Brasil, TV Cultura, ABC News, Transamérica FM, Eldorado FM, Kiss FM, além de veículos impressos como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Dynamite, Rock Press, Trip, Revista TAM, 100% Skate e inúmeras citações em sites especializados, blogs, redes sociais e revistas eletrônicas.

http://www.deadrocks.com.br

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Arte na Praça por aí…

Próximo final de semana (04/09) já tá marcado: Arte na Praça tá de volta!

Confere aí o que a galera traz pra essa edição:

Apresentação teatral “As 4 chaves “– Cia Vento Forte (RO)

A peça é Infanto-Juvenil, fala da realização de desejos e sentimentos de quatro personagens. Os desejos dos personagens são roubados por um ladrão e trancados em um baú com Quatro chaves. A partir daí inicia-se uma viagem mágica em busca das chaves, vasculhando o centro da terra, a fronteira da noite e do dia, o findo do mar e as nuvens do céu. Com canto, dança, invenções, música e poesias, o espetáculo é uma aventura poética que assume características de brincadeira de rua, que envolve e diverte crianças e adultos.

Shows com as bandas:

Bad Thinkers (MG)

Banda tributo à Johnny Cash.

Skacilds (MG)

O SKA é um ritmo jamaicano criado no final da década de 50 que, ao contrário do que muitos pensam, foi o precursor do Reggae. Esse estilo foi se transformando com o passar dos anos, dando origem a várias vertentes e se misturando com outros estilos músicais, mas nunca deixou de lado a sua energia positiva e o seu ritmo dançante. Saindo da Jamaica, passou pela Inglaterra, Califórnia e, enfim, chegou em Belo Horizonte, onde, no final 2007, os jovens Marcus, Leo, Lucas, Stênio e Farnese se uniram para recriar este ritmo, incorporando suas influências e dando origem à SKACILDS.

Famosa no cenário underground da cidade por suas versões inusitadas, a banda vem cada vez ganhando mais espaço, aventurando-se na composição de músicas próprias e sem deixar de lado suas versões incendiantes que não deixam ninguém parado. Com uma mistura de surf music, punk rock, reggae, jazz, rock and roll e – é claro – o ritrmo que leva no nome, a SKACILDS vem com a missão de fazer músicas contagiantes e de qualidade para divertir a todos que estão por perto.

 Peixoto & Maxado (SP)

Misturando ska e soul, trombone e ukulele, Jamaica e Califórnia, a dupla Peixoto & Maxado lança o seu primeiro disco, “I Wanna Shoyu”. O álbum de estréia do duo, formado por Eduardo Peixe (frontman da SoS, a Sensacional Orchestra Sonora), o Peixoto, e Felipe Machado (da banda de ska paulista Firebug), o Maxado, foi produzido por Fabio Pinczowski e mixadas por Victor Rice, produtor do aclamado disco “The Dub Side Of The Moon”, em Nova Iorque.

A programação começa a partir das 14h, tradicionalmente na Praça Sérgio Pacheco.

E depois a gente traz os clicks do dia!

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Notícias quentes da floresta: Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia

Não poderíamos deixar de divulgar aqui detalhes sobre o primeiro prêmio para a música independente da Região Amazônica. Ainda mais quando se trata de parceiros, que assim como nós acreditam na transformação pela arte.

Pela primeira vez os profissionais da cena musical da região amazônica têm a possibilidade de ser publicamente reconhecidos, por meio do “Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia”. Selecionada em 2010 pelo Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, a ação vai reunir os maiores talentos dos nove estados da Amazônia Brasileira, além de homenagear um dos grandes ícones do carimbó, Mestre Verequete. Na noite de lançamento, o público vai conferir os detalhes da premiação: a apresentação das categorias, as formas de seleção e votação.

Com apoio cultural do Oi Futuro, o “Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia” é uma proposta inédita do Movimento Curupira Antenado para valorizar os profissionais do ciclo produtivo e econômico da cultura independente da região. Com ações transversais entre diversas vertentes, onde a música é o elemento de conexão, os curupiras antenados acreditam ser possível transpor as barreiras geográficas e ideológicas que ainda existem entre os estados e os povos amazônidas. Com o Prêmio, o Movimento Curupira pretende mitigar essas dificuldades, através da cooperação sociocultural e da construção de vias diretas de integração artística regional, aliadas à troca de tecnologias.

“A necessidade de estimular a convergência dessas ações e viabilizar, a partir delas, a integração da Amazônia Brasileira norteiam as atividades do prêmio. Permitindo, desta forma, a troca de tecnologias sociais, a circulação e o intercâmbio dos agentes culturais, a valorização das pessoas que labutam no ciclo produtivo cultural e a distribuição dos produtos deste ciclo”, explica Manuel Cardoso, um dos idealizadores do Movimento Curupira Antenado.

O Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia será lançado no próximo dia 20 de agosto, às 21h, no espaço Jungle do Parque dos Igarapés, com shows das bandas Los Porongas (AC) e Saulo Duarte e a Unidade (PA/SP), além da Jam-bú Session, jam session onde os músicos Léo Chermont (guitarra/PA), Adriano Souza (bateria/PA), Nazaco Gomes (percussão/PA), Luiz Félix (guitarra/PA) e as cantoras Iva Rothe (Pa) e Lu Guedes (PA) tocarão sobre um base eletrônica que pretende levar o público e os artistas a um verdadeiro torpor musical.

O Mestre Verequete, grande ícone da música popular paraense, é o homenageado nesta primeira edição do Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia. Haverá roda de carimbó de Icoaraci, com convidados de outros grupos de carimbo de Belém, como o Uirapurú.

A premiação terá 12 categorias: Música Tradicional Popular; Banda/Artista (músico); Videoclipe (audiovisual); Festival (produção coletiva); Produtor Cultural; Produtor Musical; Disco/Música (produção fonográfica); Fotografia; Sonorização Festival (técnicos); Iluminação Festival (técnicos); Jornalista da Cena (comunicação); e Site/Blog (comunicação e internet).

Os Curupiras

O Movimento Curupira Antenado é um organismo holístico de produção colaborativa, que cria e desenvolve tecnologia social e promove cultura ambiental; desta forma atua como um instrumento livre e coletivo de articulação e transformação. Suas atividades buscam ampliar a percepção de que as áreas são complementares e que subdivisões meramente didáticas limitam os indivíduos; entre os parceiros, que expandem-se principalmente pela música, estão a Ná Music, a Black Soul Samba, Zulu Nation e o Casarão Cultural Floresta Sonora. Entre seus maiores projetos estão o Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia e a articulação da Roda de Festivais, atividade programada para setembro/outubro convergindo ações de quatro festivais de artes integradas.

Por acreditar no ser humano como força positiva e transformadora, o Movimento Curupira é Antenado com suas ações que se preocupam em manter um equilíbrio ambiental, a partir do reaproveitamento de lixo (parceria com o projeto Reconstruções do QualQuer Quoletivo), e buscando optar por materiais não industrializados com a menor agressão possível aos bens naturais, além de ações de mitigar impactos ambientais como recuperação de áreas degradadas. Por isso, carrega em seu nome um importante elemento da mitologia amazônica: o Curupira, que existe para proteger as florestas, as águas, os minerais e demais organismos vivos, como o próprio Homem, parte de um mesmo ecossistema. Desta forma, os Curupiras Antenados ligam-se aos demais Estados e povos amazônidas por meio de coletivos e de redes sociais pela Internet.

Segundo Manuel, os Curupiras Antenados são “o resultado da convergência de artistas, produtores e agitadores culturais, Dj’s, ambientalistas, universitários e demais profissionais liberais com pensamentos e ideais consonantes. Buscamos sair de nossas zonas de conforto e juntos, seguirmos abertos a parcerias com organizações e pessoas com propósitos semelhantes e verdadeiros, para realizar obras criativas e transformadoras.”

A premiação acontece no final do ano! Bora conferindo as ações…

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Charretando em Uberlândia

Muita gente diz que ações artísticas na rua estão em moda.

Na verdade, acredito que elas só retornam onde sempre estiveram e deveriam permanecer. Talvez pelos “tempos de preocupação”, cada vez mais dias, artistas do mundo todo, escolhem as ruas, calçadas e monumentos da cidade como forma de expor idéias e questionamentos que nos são atualmente tão reais quanto necessários.

Não é política (ainda mais quando nossos referenciais a respeito da política, na maioria das vezes têm valores invertidos). Mas podemos a compreender como um ato político.

Se formos olhar bem, o artista se põe ao nível de agente que expressa e participa influindo sobre a realidade que o cerca assim, cotidianamente.

Não acredito na arte como instrumento de garantir interesses nem do público, nem do privado. Todas as vezes que é assim tratada, se constrói sob uma forma intermitente ou categórica. Ela não se faz.

Por outro lado, a arte por si só, mostra que no decorrer de sua história e contexto, se constituiu como ação. Uma ação que, por quais sejam seus interesses, torna-se expressão, palavra, voz, imagem, que a partir de então pode ser encarada como “interferência”. Não gosto de julgamentos, nem classificações, mas o que seria isso senão a própria ação política?

Na mesma medida, creio que conceber a arte como ato político não seja o motivo, muito menos o DNA que daria a arte e seus artistas um patamar elevado em meio a sociedade. Menos ainda seria o motivo de dar aos artistas a responsabilidade de “guiar” nossa expressão em meio aos contextos históricos.

Não acredito que deva ser responsabilidade da arte alinhar-nos sob trilhos dentro da sociedade. Quando falamos na arte feita pelos homens, consideramos que existe uma cabeça, uma criatividade, que, envolta à percepções subjetivas e coletivas, é externalizada através da expressão artística. Nesse ponto então, a gente pode ver que apesar de não ser essa sua responsabilidade, sua existência, por si só, se constituí como participação dentro de uma sociedade, seja qual for o seu viés e sua contextualização.

Charretando:

O meio urbano do sertão tem sido local de diversas interações e o que a gente consegue ver é que a maioria das ações artísticas que vão a rua hj no contexto de Uberlândia, saem ao seu encontro, levando em sua expressão questionamentos sobre o espaço urbano, o tempo e as relações cotidianas.

Nessa semana que se passou, aconteceu na cidade o projeto do Charrete NET. O projeto foi idealizado por Gastão da Cunha Frota, professor de Artes da UFU e participante ativo do Movimento Cultura Uberlândia – MUDI; e realizado através do edital Arte Móvel Urbana da Secretaria Municipal de Cultural de Uberlândia.

Houve o convite a participação geral nas interações que a Charrete iria desenvolver em 4 bairros da periferia de Uberlândia.

Estive presente.

Sob o comando de nossos companheiros Silverado e Roberto (charreteiro), partimos logo pela manhã (madrugada fria!) de quinta (04/08) e as peregrinações se estenderam até domingo (07/08).

O Objetivo da Charrete era levar para essas localidades mais afastadas o conhecimento a respeito da interação que se pode ter hoje através dos mecanismos virtuais de comunicação e as redes sociais. Munida de um laptop, um navegador 3G, um smartphone, câmeras hd e muita energia, a intenção da charrete, era levar esses artifícios, colocando as pessoas para pensar a respeito da evolução das tecnologias digitais e de comunicação, ao mesmo tempo em que elas era abordadas através de um meio de transporte que hoje não é mais condizente com a realidade urbana em que vivemos.

Colocar as pessoas para refletirem sobre essas transformações deu grande mote à essência do projeto.

Em paralelo a isso e costurando toda a identidade do Charrete NET, aconteciam as trocas nos locais de parada da Charrete. As pessoas podiam cantar, fazer reivindicações, declamar poesias, e essas imagens seriam transmitidas em tempo real pela internet e participariam do documentário do projeto. As interações foram das mais variadas: meninos e meninas da Ong Ação Moradia que tocaram seus instrumentos, a galera da Praça Sérgio Pacheco (em frente ao terminal) que cantaram um Rap, a senhora vendedora de facas em frente ao CEASA que cantou Carmem Silva, apresentação de viola no tradicional bar do Serjão no bairro Luizote, reivindicações dos moradores que estavam sendo expulsos do assentamento em um terreno da cidade, etc.

    

Além disso, a Charrete contou com os relatos e memórias do grande Roberto (nosso guia e do Silverado) e a participação das interações de artistas locais como Jack Will, Ana Reis, Vovó Caximbó e mestre Bolinho.

Todas as pessoas por onde passávamos deram cor a ação e adornos para levarmos na charrete.

Por isso, tão interessante quanto a ação é a reação do público. Nas ruas, as pessoas a princípio olhavam desconfiadas, pareciam se sentir constrangidas em interagir. Mas logo já pediam para tirar foto junto à charrete, admiradas quanto ao fato de que logo no momento, as fotos e imagens estariam em rede mundial.

O contato, a conexão e a reverberação foram, portanto, todas as linhas que costuraram a ação.

Arte e Rua em Uberlândia:

Assim, como a Charrete Net, várias ações artísticas vêm acontecendo em Uberlândia em meio aos espaços públicos como terminais de ônibus, praças, ruas em geral. Por isso, o post aqui também ressalta efervescência de artistas como Ricardo Alvarenga, Ana Reis, Trupe Tamboril, Coletivo Teatro da Margem que buscam levar pro homem na rua, em seu cotidiano, a expressão de seus trabalhos, que apesar de variados, parecem apresentar como ponto comum a intenção de evidenciar reflexões sobre a nossa vida no asfalto “pós-moderno”.

Acredito que não é hoje nem amanhã que as pessoas irão conseguir valorar e valorizar a arte e cultura de maneira que esta não seja mais uma, deixada no leito de nossa sociedade (seja pra quem a produz ou a consome).

Se assim é feita levianamente, a distinção entre arte para elite e arte para periferia, seria se tornaria muito mais drástica. No entanto, não suponho que isso não irá e não deva acontecer. Só acredito que, antes de darmos um valor a arte, devemos (por afinidade ou necessidade) nos tornar artistas.

Nota sobre o Animal:

Algumas pessoas se indagaram sobre a integridade do Silverado. As que me indagaram diretamente, respondi que Silverado era mais um agente cultural nessa ação, que disponibilizou seu trabalho tanto quanto a gente. Nos igualamos.

Nesses dias, Silverado não puxou entulho e carroça. Carregou dessa vez outro tipo de mudança. Levou informação e oportunidade, de charrete, para um tanto de gente, que como os cavalos, no entanto, por motivos diferentes, poucos são transeuntes dos centros de vivência.

Silverado foi nosso companheiro e trabalhou junto conosco, no intuito de cada vez mais buscarmos trazer a consciência dos homens a respeito da vivência em seu ambiente. Acredito que só salvando as mentes da nossa espécie, será possível resguardar a liberdade e integridade de tantas outras.

Nos sentimos honrados por sermos liderados por Silverado. Ele nos aproximou das pessoas e as pessoas se aproximaram dele. Foi agente tanto quanto nós. Se fez vivência na ação. E isso nos garantiu um ponto a mais na busca pela consciência humana e o meio em que se encontra.

Pra quem quiser conferir mais fotos e vídeos e conhecer um pouco mais do Charrete Net é só acessar a página do Facebook ou então procurar por Charrete Net no Youtube.

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Domingo é dia de…

Êta, tempo que passa voando!

O bom disso é que próximo domingo já é dia de curtir mais uma vez o evento que mensalmente leva Uberlândia pra Praça Sérgio Pacheco. Sim, Festival Arte na Praça, edição de julho!

E pra ir armando a festa dessa vez, já vai conferindo as atrações que irão se apresentar a partir das 13h.

_Apresentação teatral: “A Última Contra-Dança” com o grupo Ciranda de Cena (MG)

e

“Chimici Comici Alchemici” com o grupo Botegga Buffa Circo Vacanti (Itália)

                                                                                                                                                                                                                                                               _Orquestra Popular do Cerrado (MG)

A Orquestra Popular do Cerrado é um grupo estável de repertório formado por alunos e professores do curso de música da Universidade Federal de Uberlândia e por instrumentistas da comunidade musical de Uberlândia.

Tem a direção musical do saxofonista Goio Lima e co direção de Budi Garcia

Sua proposta é tocar música brasileira instrumental, principalmente aquela ligada aos grandes mestres do presente e do passado, além de material inédito composto por integrantes do grupo.

Já realizou inúmeras apresentações em Uberlândia, como na Casa de Cultura, Oficina Cultural, Parque Sabiá e nas cidades do entorno do triângulo mineiro.

Sua formação inclui 2 trompetes, 3 trombones,  2 flautas,  2 clarinetes e  5 saxofones nos sopros e sua seção rítmica é composta por duas percussões, guitarra, contrabaixo e acordeom.

Em seu repertório encontram-se composições e arranjos de nomes como Moacir Santos, Maestro Duda e Tom Jobim.

 _The Folsoms (MG) 

Folsom Prison Blues. O título da música antológica de Johnny Cash deu nome a uma dais mais importantes bandas do Alternative Country brasileiro: o The Folsoms. Em uma sonoridade que integra o Outlaw Country e o Rock Underground o grupo criado em Belo Horizonte em 2005 destaca-se no cenário nacional como uma das mais prestigiadas no estilo.

Conhecida por seu shows marcantes a banda lança em outubro de 2010 seu primeiro CD, pela gravadora 53HC / V8 Records. Com respeito a suas matrizes e com a apresentação de seu repertório autoral o The Folsoms mostra sua habilidade em transitar por públicos diversos sem perder sua essência fazendo uma ponte legítima entre o Country e o Rock.

_Canastra (RJ)

O Canastra chega para arrebatar corações com a combinação irresistível de jazz de New Orleans, swing, western, surf music, dixieland e rockabilly.

O primeiro álbum da banda ‘Traz A Pessoa Amada Em Três Dias’ foi lançado pela Monstro Discos em 2004 e teve a produção dos amigos Gabriel Thomaz [Autoramas] e Jimmy London [Matanza]. Em 2005 foram os vencedores do Festival ‘Oi tem peixe na rede’, e em 2007 lançaram o elogiado segundo cd, ‘Chega de Falsas Promessas’, pela Revista Outra Coisa de propriedade do músico Lobão.

O Canastra traz um show energético para cantar, dançar, se divertir e ser feliz, é com essa fórmula que esta Big Band carioca com apenas seis integrantes vem conseguindo além da simpatia do público, conquistar o respeito dos mais conceituados críticos musicais e marcar presença nos principais Festivais de Música Independente do Brasil.

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duo Finlandia em Uberlândia: imagens e algumas impressões.

Sábado, 25 de junho e duo Finlandia em Uberlândia.

Desde maio, Raphael Evangelista e Mauricio Candussi estão pegando a estrada pra apresentar por várias cidades da América Latina e Europa o mais novo trabalho da dupla, o cd Carnavales. Esse é o terceiro trabalhos dos caras e também a terceira vez que se apresentam aqui na cidade.

O show do duo fez parte da programação do Ciranda Cultural, projeto realizado pela DICULT/PROEX-UFU e que acontece mensalmente.Essa edição aconteceu na Escola Livre do Grupontapé de Teatro.

Conversando sobre a turnê e os lugares que já passaram, perguntei sobre a receptividade do público em relação ao som que apresentam. Diferente de muita coisa que tem circulado em meio a cena da música alternativa a gente de cara já saca que é. Caímos então sobre o assunto dos releases e impressões que são transmitidas a respeito do duo durante suas andanças. Conversamos sobre a importância e interesse do músico em ter o feedback dos shows “pra além da música latina”. Confesso que me guiei bastante por essas entrelinhas para tentar alumiar algumas impressões.

Jornalista cultural, principalmente aquele que se mete pela música, tem que ouvir muito som para encarar essa de registrar impressões sobre a banda. Serei bem mais leve que isso justamente porque o som já é de “peso” e chega a falar por si só.

Breve então (e querendo distanciar das referências instrumentais), o duo talvez não seja um som para se definir, talvez não por agora. Mostra um tempo e identidade própria. Desprendido, no melhor sentido da palavra. Quem executa são dois viajantes que apesar de revelarem muito de suas influências, preserva uma a sonoridade que se (trans)forma pra além de categorias. Talvez um novo jeito de se fazer música, misturando em um mesmo ambiente, sem ser clichê, o clássico e o moderno do som que se faz na América Latina. Mas de qualquer maneira, o que todo público presente pode ver foi uma ótima representação da criação que temos em cena hoje.

Se você não foi e tá afim de sacar qual foi a vibe, aqui vai o vídeo:

E logo o Tamboril traz mais música por aí…

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Sobre as Marchas…

Sábado agora marchamos pela liberdade. E muitos devem estar se/nos perguntado:

– O que se ganhou com isso?

O fato de colocarmos em exercício nosso direito de expressão nesse caso pode ser o mais amplo e menos complexo nesse caso.

Fomos para rua por mais.

A mídia convencional fez questão de relacionar a Marcha da Liberdade apenas ao acontecimento da Marcha da Maconha, tentando categorizar o evento e contribuindo assim para alimentar a pobreza de espírito de grande parte da população brasileira que ainda não compreende a dimensão do debate e do diálogo em meio a uma sociedade democrática.

No entanto, quem esteve lá pôde perceber que a manifestação midiática foi expressamente rasa e simplista. A caminhada teve centenas de cidadãos, de todas as idades, representantes de vários setores de nossa sociedade, que traziam diversas reivindicações, todas elas embasadas na vontade de realmente participar do ambiente político, econômico e social, fazendo valer seus interesses e direitos quanto sociedade civil.

O que é surpresa de tudo isso é que a população que deveria se sentir estimulada pelo sentimento de indignação causado pelas arbitrariedades políticas e falsas necessidades econômicas, ainda sim é mantida a par de manifestações que, como está que aconteceu em Uberlândia, tem como demanda principal a liberdade e a democracia real. Essa parcela da população que se sente sufocada e acha que tudo sempre é questão de tempo e empenho, não tem a possibilidade de ampliar a reflexão diante a essas manifestações porque a mídia tal como vemos e temos, não existe para informar os indivíduos em uma sociedade dando-lhe capacidade de refletir sobre o mundo que o cerca. Mais uma vez, em seu clichê, a televisão apenas legitima discursos que não se contraponha a “ordem” estabelecida. Uma ordem que apesar de se mostrar cada vez mais tolerante ao diálogo, ainda sim efetiva os monólogos incoerentes.

A intenção da Marcha e de todos os que participaram, ou aqueles que não participaram, mas que queriam estar presentes, não vai se esvaziar. Pelo contrário. Se continuarmos vivendo sob os antagonismos tal qual vemos florescer hoje, o sistema até poderá transformar seus percalços em retroalimentações, no entanto, mais breves e frágeis serão essas soluções. Aí, de uma maneira ou de outra, chegaremos ao caos.

Ou talvez, já estejamos nele e seja a hora de acordarmos para tal fato.

O que importa é que a Marcha da Liberdade para além de uma manifestação nacional vem de encontro com a perspectiva mundial de repensar sobre os valores humanos dentro da esfera política, econômica e social da qual vivemos. O que tivemos aqui trata-se apenas de um ponto, dentro de uma rede de manifestações coletivas que acontecem pelo mundo e que tem se intensificado cada vez mais em países como a Espanha, a Grécia, o Egito, entre outros países da Europa, da África e do Oriente Médio. Não se trata de uma manifestação encaminhada por partidos, nem por grupos específicos, apenas cidadãos que compartilham o mesmo desejo de indignação e com vontade de reverter essa situação. As demandas são globais. As ações ao locais.

O dever de casa agora é nos mantermos responsáveis e conscientes de que a real mudança tem a nós como protagonistas.

E aí a pergunta, o que você acha que vai ganhar com isso?

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