Notícias quentes da floresta: Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia

Não poderíamos deixar de divulgar aqui detalhes sobre o primeiro prêmio para a música independente da Região Amazônica. Ainda mais quando se trata de parceiros, que assim como nós acreditam na transformação pela arte.

Pela primeira vez os profissionais da cena musical da região amazônica têm a possibilidade de ser publicamente reconhecidos, por meio do “Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia”. Selecionada em 2010 pelo Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados, a ação vai reunir os maiores talentos dos nove estados da Amazônia Brasileira, além de homenagear um dos grandes ícones do carimbó, Mestre Verequete. Na noite de lançamento, o público vai conferir os detalhes da premiação: a apresentação das categorias, as formas de seleção e votação.

Com apoio cultural do Oi Futuro, o “Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia” é uma proposta inédita do Movimento Curupira Antenado para valorizar os profissionais do ciclo produtivo e econômico da cultura independente da região. Com ações transversais entre diversas vertentes, onde a música é o elemento de conexão, os curupiras antenados acreditam ser possível transpor as barreiras geográficas e ideológicas que ainda existem entre os estados e os povos amazônidas. Com o Prêmio, o Movimento Curupira pretende mitigar essas dificuldades, através da cooperação sociocultural e da construção de vias diretas de integração artística regional, aliadas à troca de tecnologias.

“A necessidade de estimular a convergência dessas ações e viabilizar, a partir delas, a integração da Amazônia Brasileira norteiam as atividades do prêmio. Permitindo, desta forma, a troca de tecnologias sociais, a circulação e o intercâmbio dos agentes culturais, a valorização das pessoas que labutam no ciclo produtivo cultural e a distribuição dos produtos deste ciclo”, explica Manuel Cardoso, um dos idealizadores do Movimento Curupira Antenado.

O Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia será lançado no próximo dia 20 de agosto, às 21h, no espaço Jungle do Parque dos Igarapés, com shows das bandas Los Porongas (AC) e Saulo Duarte e a Unidade (PA/SP), além da Jam-bú Session, jam session onde os músicos Léo Chermont (guitarra/PA), Adriano Souza (bateria/PA), Nazaco Gomes (percussão/PA), Luiz Félix (guitarra/PA) e as cantoras Iva Rothe (Pa) e Lu Guedes (PA) tocarão sobre um base eletrônica que pretende levar o público e os artistas a um verdadeiro torpor musical.

O Mestre Verequete, grande ícone da música popular paraense, é o homenageado nesta primeira edição do Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia. Haverá roda de carimbó de Icoaraci, com convidados de outros grupos de carimbo de Belém, como o Uirapurú.

A premiação terá 12 categorias: Música Tradicional Popular; Banda/Artista (músico); Videoclipe (audiovisual); Festival (produção coletiva); Produtor Cultural; Produtor Musical; Disco/Música (produção fonográfica); Fotografia; Sonorização Festival (técnicos); Iluminação Festival (técnicos); Jornalista da Cena (comunicação); e Site/Blog (comunicação e internet).

Os Curupiras

O Movimento Curupira Antenado é um organismo holístico de produção colaborativa, que cria e desenvolve tecnologia social e promove cultura ambiental; desta forma atua como um instrumento livre e coletivo de articulação e transformação. Suas atividades buscam ampliar a percepção de que as áreas são complementares e que subdivisões meramente didáticas limitam os indivíduos; entre os parceiros, que expandem-se principalmente pela música, estão a Ná Music, a Black Soul Samba, Zulu Nation e o Casarão Cultural Floresta Sonora. Entre seus maiores projetos estão o Prêmio Curupira de Música Independente da Amazônia e a articulação da Roda de Festivais, atividade programada para setembro/outubro convergindo ações de quatro festivais de artes integradas.

Por acreditar no ser humano como força positiva e transformadora, o Movimento Curupira é Antenado com suas ações que se preocupam em manter um equilíbrio ambiental, a partir do reaproveitamento de lixo (parceria com o projeto Reconstruções do QualQuer Quoletivo), e buscando optar por materiais não industrializados com a menor agressão possível aos bens naturais, além de ações de mitigar impactos ambientais como recuperação de áreas degradadas. Por isso, carrega em seu nome um importante elemento da mitologia amazônica: o Curupira, que existe para proteger as florestas, as águas, os minerais e demais organismos vivos, como o próprio Homem, parte de um mesmo ecossistema. Desta forma, os Curupiras Antenados ligam-se aos demais Estados e povos amazônidas por meio de coletivos e de redes sociais pela Internet.

Segundo Manuel, os Curupiras Antenados são “o resultado da convergência de artistas, produtores e agitadores culturais, Dj’s, ambientalistas, universitários e demais profissionais liberais com pensamentos e ideais consonantes. Buscamos sair de nossas zonas de conforto e juntos, seguirmos abertos a parcerias com organizações e pessoas com propósitos semelhantes e verdadeiros, para realizar obras criativas e transformadoras.”

A premiação acontece no final do ano! Bora conferindo as ações…

Anúncios

Sobre Grupo Tamboril

O Grupo Tamboril de Arte Independente é composto por artistas, comunicadores e divulgadores culturais. Por isso, o Grupo guarda como objetivo desenvolver o intercâmbio entre as ações culturais conscientes do papel da atividade artística nos dias de hoje para que assim seja ampliada a cadeia produtiva da cultura a partir das subseqüentes trocas de tecnologia social evidenciadas nesse processo. Desde as primeiras ações em 2007, na Universidade Federal de Uberlândia, o grupo ressalta a necessidade da criação de público para os artistas universitários, assim como para a perspectiva das ações de sustentabilidade econômica e social dentro do contexto em que vivemos. Assim, o Tamboril divulga os artistas não só da Universidade, mas tem como intuito divulgar e instigar a discussão sobre a proliferação de cultura independente e das iniciativas de autogestão dentro do país de maneira geral. Vislumbra-se aqui, o fato de que iniciativas culturais independentes contribuem em muito para estimular o reconhecimento das práticas econômicas criativas que se desenvolvem não só dentro da cultura, mas em meio a nossa contemporânea plataforma de organização social. Dessa forma, como mecanismos práticos, o Tamboril executa divulgações audiovisuais e virtuais, oficinas de capacitação, grupos de discussão, articulando a isso, exibições plásticas, teatrais e musicais e eventos culturais de maneira multidisciplinar. São esses os instrumentos usados pelo grupo a fim de incitar e divulgar o atrelamento que existe entre Cultura, Sustentabilidade e Desenvolvimento. Suas ações se dão dentro da Universidade Federal de Uberlândia e também fora do campus, em parceria com demais agentes e produtores envolvidos com a cena da cultura nacional e com questões atuais de sustentabilidade.
Esse post foi publicado em Arte Independente e marcado , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s