Repetindo…

Neste post vamos falar sobre o natural: os animais.

Como somos parecidos com eles. Por mais que nossa amplitude mental nos permita pensar o contrário, não só o instinto mas a também a bestialidade (que nada tem a ver com a emoção contrastada ao racional) nos é inerente.

Pensarmos em evolução, então, pra quê? De quem e pra onde?

Cidadão? Qual e como?

Assim, como os animais, a massa social amorfa que temos hoje, seja qual for sua categoria e status social, institui-se a partir de grupos e ideologias e para isso, parece-me cada vez mais necessitar da mesma didática de adestramento. Violência? Não, muito retrógrado. Deixemos ela como monopólio do Estado. É mais moderno. Mais moderno ainda é a tática que temos: repetição.

Ideia minha? Não. Gramsci.

Mas essa citação é só pra dar os louros ao grande autor, dizer que nada temos a ver com essa original e fantástica análise sobre a forma em que se conduz “didáticamente” os “animais” e assim, afirmar que a brilhante observação já é fato relatado a muito tempo. E fato é que vemos tantos e tantas coisas repetindo incessantemente para que se façam verdades. Nem sempre elas são. Nem sempre queremos acreditar que sejam.

É assim pela repetição que se absorve as coisas, sejam elas boas ou ruins. E todos nós, animais. Nada de espanto. Isso é muito natural.

Agora, algo para fazermos a relação:

Plantaram uma árvore. Foram lá, arrancaram. Fomos e plantamos de novo. Foram lá, arrancaram outra vez. Trasformou-se numa saga e em um questionamento: quantas vezes é preciso repetir o ato para que os animais retenham o aprendizado?

Roguemos para que a inteligência coletiva não faça por esse mecanismo a sua base.

Quando será a hora que passaremos do adestramento para o hábito, o costume, a cultura consciente?

Acho que estamos pensando sobre isso…

P.s: confira as fotos da primeira vez que o ipê foi plantado, durante o 2º Festival MUSGO de Artes Integradas na performance realizada pelo Núcleo Platô, onde um dos integrantes é o Samuel Giacomelli, ator e artista, que dentro dos vários coletivos que faz parte (Platô, Teatro da Margem e Palco Fora do Eixo), é firme na luta ativista pro-cultura-para-abrir-as-mentes.

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Sobre Grupo Tamboril

O Grupo Tamboril de Arte Independente é composto por artistas, comunicadores e divulgadores culturais. Por isso, o Grupo guarda como objetivo desenvolver o intercâmbio entre as ações culturais conscientes do papel da atividade artística nos dias de hoje para que assim seja ampliada a cadeia produtiva da cultura a partir das subseqüentes trocas de tecnologia social evidenciadas nesse processo. Desde as primeiras ações em 2007, na Universidade Federal de Uberlândia, o grupo ressalta a necessidade da criação de público para os artistas universitários, assim como para a perspectiva das ações de sustentabilidade econômica e social dentro do contexto em que vivemos. Assim, o Tamboril divulga os artistas não só da Universidade, mas tem como intuito divulgar e instigar a discussão sobre a proliferação de cultura independente e das iniciativas de autogestão dentro do país de maneira geral. Vislumbra-se aqui, o fato de que iniciativas culturais independentes contribuem em muito para estimular o reconhecimento das práticas econômicas criativas que se desenvolvem não só dentro da cultura, mas em meio a nossa contemporânea plataforma de organização social. Dessa forma, como mecanismos práticos, o Tamboril executa divulgações audiovisuais e virtuais, oficinas de capacitação, grupos de discussão, articulando a isso, exibições plásticas, teatrais e musicais e eventos culturais de maneira multidisciplinar. São esses os instrumentos usados pelo grupo a fim de incitar e divulgar o atrelamento que existe entre Cultura, Sustentabilidade e Desenvolvimento. Suas ações se dão dentro da Universidade Federal de Uberlândia e também fora do campus, em parceria com demais agentes e produtores envolvidos com a cena da cultura nacional e com questões atuais de sustentabilidade.
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4 respostas para Repetindo…

  1. Triste Triste Triste!
    Não consigo entender o porque de tamanha violência!!!

  2. diz aí, samuca… o que fazer? Fazendo?

  3. Será que vai rolar um videozinho da performance?

    beijo

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