Antes do Sábado, teve a Sexta, e essa vem primeiro: final de semana do MUSGO

Só agora vamos absorver o que aconteceu nos últimos dois dias do MUSGO.

Vamos começar pela sexta-feira. Começou animada com a apresentação do Duo Mundo.

Duo Mundo

Oficina Produção Audiovisual em Novas Mídias

Depois da marimba e do xilofone fazer o astral do almoço da galera no RU, foi a hora de continuar com a Oficina de Produção e Audiovisual e Novas Mídias. A oficina contou até com gente de fora que estava em outro congresso no anfiteatro ao lado, se encantou pela nossa proposta e veio participar com a gente. Ao final da oficina dava pra ver todo mundo satisfeito por ter conhecido os recursos de seus aparelhos. Agora é a hora dessa galera colocar a mão na massa e circular a boa informação! Essa é a guerrilha. Assim, a transformação.

Cia Crua se preparando para iniciar a performance no Bloco 5O

Ao final da tarde e prenunciando as trovoadas tivemos uma performance fantástica da Cia Crua. Conversando com um dos integrantes, Vinícius, ele não continha o entusiasmo. As pessoas realmente se identificaram com os atores que estavam pregados com fita adesiva nas estruturas do bloco, apenas com o nariz pra fora. Muitas pessoas se sentem assim, e Vinícius testemunhou um desses relatos e depois contou pra nós, emocionado. Cansou o mesmo sentimento na gente. Mas uma vez, fizemos as pessoas sentirem e esse é o primeiro passo para a empatia, para o entendimento, para a compreensão do outro. Não seria essa uma das respostas para a pergunta levantada pela professora Ivonete na mesa-redonda sobre literatura e experimentação que tivemos no começo da semana: a arte salva? Ao fim dessa semana nos parece que sim, e somos nós, artistas e ativistas culturais que temos como missão aguçar essa sensibilidade.

Após a performance da Cia Crua foi a vez do papo com o cientista político João Batista Domingues Filho e a assessora jurídica da Secretaria Municipal de Uberlândia, Leciane Medeiros.

Em uma sexta-feira, 20h, debaixo de chuva, na véspera de feriado, já era de se esperar que o público seria pequeno. Mas pensamos diferente: o público foi seleto. As pessoas presentes foram aquelas que realmente queriam saber e entender um pouco mais do papel político da cultura e da importância da organização dos agentes culturais em torno de seus interesses para que assim possamos fazer com que nossas demandas se transformem em realidade. Papo muito cabeçudo para essas condições, mas sempre muito pertinente e um termômetro para que possamos entender o nível de organização e estímulo com que estamos lidando em nossa cena cultural.

Animais na Pista (UDI)

 

Etnocídio (UDI)

Rotten Hell (UDI)

Pra finalizar a noite de sexta nada melhor do que o som alternativo pra já mandar de vez a vibe diferente que estamos querendo construir. Etnocídio e Rotten Hell quebrando tudo no som e o espaço do RU agora que se depender de nós, não será mais o mesmo. Rolou até um breve esquenta do pessoal do Animais na Pista, que completaram o show no sábado.

O massa é que parece que já se instituiu o lado alternativo, agregador e pensante da UFU: em frente ao RU. Mais rocks ainda acontecerão naquele espaço. Vai conferindo…

Mas ainda era sexta, e ainda tinha o sábado. E este, foi histórico. Passa por aqui mais tarde e veja os detalhes…

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Sobre Grupo Tamboril

O Grupo Tamboril de Arte Independente é composto por artistas, comunicadores e divulgadores culturais. Por isso, o Grupo guarda como objetivo desenvolver o intercâmbio entre as ações culturais conscientes do papel da atividade artística nos dias de hoje para que assim seja ampliada a cadeia produtiva da cultura a partir das subseqüentes trocas de tecnologia social evidenciadas nesse processo. Desde as primeiras ações em 2007, na Universidade Federal de Uberlândia, o grupo ressalta a necessidade da criação de público para os artistas universitários, assim como para a perspectiva das ações de sustentabilidade econômica e social dentro do contexto em que vivemos. Assim, o Tamboril divulga os artistas não só da Universidade, mas tem como intuito divulgar e instigar a discussão sobre a proliferação de cultura independente e das iniciativas de autogestão dentro do país de maneira geral. Vislumbra-se aqui, o fato de que iniciativas culturais independentes contribuem em muito para estimular o reconhecimento das práticas econômicas criativas que se desenvolvem não só dentro da cultura, mas em meio a nossa contemporânea plataforma de organização social. Dessa forma, como mecanismos práticos, o Tamboril executa divulgações audiovisuais e virtuais, oficinas de capacitação, grupos de discussão, articulando a isso, exibições plásticas, teatrais e musicais e eventos culturais de maneira multidisciplinar. São esses os instrumentos usados pelo grupo a fim de incitar e divulgar o atrelamento que existe entre Cultura, Sustentabilidade e Desenvolvimento. Suas ações se dão dentro da Universidade Federal de Uberlândia e também fora do campus, em parceria com demais agentes e produtores envolvidos com a cena da cultura nacional e com questões atuais de sustentabilidade.
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