Caminho como meio e fim.

Pareceu-nos que tudo começou hoje.

Tomamos essa energia. O dia amanheceu, mostrou que não ia ter chuva. Nada melhor que um clima ameno pra trovoada de acontecimentos que ainda estavam por vir.

E pro Tamboril, muita coisa começou hoje.

Hoje foi o 1º dia, a estreia da Trupe Tamboril com a Alice no Maravilha, que aconteceu durante o Arte na Praça. A peça, que agora está em temporada na Praça Sérgio Pacheco, todo domingo, aos pés da centenária gameleira, encanta cada vez mais gente.

Gente. Comum. Comum?

Hoje foi um ótimo dia pra pensarmos sobre o começo, o meio, o fim. Não necessariamente nessa ordem e sim, fazendo uso das abstrações e multiplicidade de sentidos para cada palavra, nos deu ca cabeça ir pra rua. Como sempre.

Enquanto seis faziam a cena, o restante guardava nas retinas, fossem elas eletrônicas ou não, aquilo que de maneira tão breve, trivial porém não menos tensa, se acomodava durante aqueles instantes em nossas mente.

Gente comum se indagando pelo comum. Seria tudo aquilo normal?

Alice incitou desejos, risos, abraços, gritos, corridas. Choros. Da criança. Do mendigo.

Muita gente não entendeu. Muita gente se sentiu constrangida em entender.

Fez-se com sinceridade e assim segue um longo caminho. Sentiu e fez sentir. É o fim e o meio da arte. É o que queremos e o que podemos fazer. É presente que de maneira assim, comum, surpreende.

Mais do que o “viver da arte” estar entrando no cotidiano das pessoas de hoje, é cada vez mais interessante incitar o desejo sobre o “viver de si mesmo”.

E isso nos faz pensar…

O que quer a juventude? Se atolar em um tanto de desejos individuais, banhar-se no egocentrismo e esquecer-se de tudo pela causa da liberdade de consumo e de se fazer consumir? Sim, tem estes.

Mas há acima de tudo uma pluralidade imensa de percepções que por mais individuais que sejam, compreendem a importância de construir diálogos entre si para que concretamente mude-se a visão e se dê base para uma perspectiva diferentemente crítica e reflexiva sobre o que nos rodeia.

Precisamos disso cada vez e cada vez mais. É isso que vemos lá do longe. É isso que usamos hoje.

Desejamos nesse começo que a arte seja cada vez mais comum, no sentido do partilhar comunitário de identificações e expressões.

E que pelo comum, pelo que se encontra na rua, ampliemos as visões, fazendo-se sempre lembrar que mesmo não sendo citada, a cultura está implícita em tudo isso.

As fotos já tão na rede. Em breve, os vídeos.

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Sobre Grupo Tamboril

O Grupo Tamboril de Arte Independente é composto por artistas, comunicadores e divulgadores culturais. Por isso, o Grupo guarda como objetivo desenvolver o intercâmbio entre as ações culturais conscientes do papel da atividade artística nos dias de hoje para que assim seja ampliada a cadeia produtiva da cultura a partir das subseqüentes trocas de tecnologia social evidenciadas nesse processo. Desde as primeiras ações em 2007, na Universidade Federal de Uberlândia, o grupo ressalta a necessidade da criação de público para os artistas universitários, assim como para a perspectiva das ações de sustentabilidade econômica e social dentro do contexto em que vivemos. Assim, o Tamboril divulga os artistas não só da Universidade, mas tem como intuito divulgar e instigar a discussão sobre a proliferação de cultura independente e das iniciativas de autogestão dentro do país de maneira geral. Vislumbra-se aqui, o fato de que iniciativas culturais independentes contribuem em muito para estimular o reconhecimento das práticas econômicas criativas que se desenvolvem não só dentro da cultura, mas em meio a nossa contemporânea plataforma de organização social. Dessa forma, como mecanismos práticos, o Tamboril executa divulgações audiovisuais e virtuais, oficinas de capacitação, grupos de discussão, articulando a isso, exibições plásticas, teatrais e musicais e eventos culturais de maneira multidisciplinar. São esses os instrumentos usados pelo grupo a fim de incitar e divulgar o atrelamento que existe entre Cultura, Sustentabilidade e Desenvolvimento. Suas ações se dão dentro da Universidade Federal de Uberlândia e também fora do campus, em parceria com demais agentes e produtores envolvidos com a cena da cultura nacional e com questões atuais de sustentabilidade.
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