Musgo abrindo os trabalhos…

Atualizando o que rolou ontem, não poderia faltar algumas imagens da performance “Manhã”, baseada em um poema de Marsial de Asevedo, diretor da Trupe Tamboril de Teatro.

Alba Jacobina, também atriz da trupe, em ação:

E hoje tem mais performance da Trupe, logo mais as 11h30 em frente ao RU do Campus Santa Mônica. Agora com a performance “Ka: a sombra da alma”. Logo mais traremos as impressões.

Fotos: Alessandro Carvalho
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Musgo pr´além da Música (2).

Paulo Lanna é artista plástico e também estudante de Artes da Universidade. Durante os shows do dia 12/11 a gente vai poder conferir um pouco do seu trabalho.

Por enquanto, algumas observações do expositor.

Click da exposição que aconteceu recentemente durante o projeto Arte na Praça da UFU

O que influencia seu trabalho?

O meu trabalho sofre a influência do expressionismo alemão quando se refere a construção da minha poética. Ademais a violência urbana reproduzida diariamente na mídia eletrônica me serve d subsídio temático par a maioria dos meus trabalhos plásticos.

 O que é ser artista plástico na época da virtualidade?

Ser artista plástico na época da virtualidade significa sofrer a influência esmagadora da própria virtualidade no que se refere a construção da nossa poética, assim como  utilizá-la como um dos meios mais importante para a circulação da nossa própria produção.

 Qual é a melhor forma de circulação pro artista plástico hoje?

A “internet” assim como as exposições em galerias credenciados pelo próprio meio artístico tornam-se os meios mais eficazes de circulação dos nossos trabalhos.

 O que a gente pode esperar e o que vc espera da exposição que vai acontecer durante o Festival?

Uma oportunidade ímpar para mostrar a produção artística dos alunos do Departamento  e a troca de experiência que ocorre nos festivais.

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Musgo pr´além da Música (1)

O Festival Musgo, como é de praxe, não traz só atrações musicais.

Pra falar um pouco das ações que vão acontecer a partir de quinta, 10/11, nada melhor do que os próprios artistas envolvidos.

Fizemos um breve entrevista com dois deles. Começamos com Carla Rocha, artista plástica e aluna do curso de Artes da Universidade Federal de Uberlândia. Carla ministrará a Oficina de Estêncil que acontecerá na quinta e sexta-feira, a partir das 14h, na Tenda da Dicult (Bloco 3E) durante a programação do Festival.

Na entrevista Carla fala um pouco sobre o Estêncil e o que nos aguarda na oficina.

De onde vem o estêncil e qual seu poder de comunicação hoje?

O estêncil tem como a mesma logica da serigrafia. No Ocidente registra-se no século passado, em o processo de máscaras, recortes, sendo usado em indústrias têxteis onde a imagem era impressa através dos vazados, a pincel. No início do século registravam-se as primeiras patentes: 1907 na Inglaterra e 1915 nos Estados Unidos, e o números de impressos comerciais cresceu muito. Na América, os móveis, paredes e outras superfícies eram decorados dessa maneira.

Desde os tempos mais remotos, existe, no Oriente, o estêncil para a aplicação de padrões em tecidos, móveis e paredes. Na China os recortes em papel não eram só usados como uma forma independente de artefato, mas também como máscaras para estampa, principalmente em tecidos. No Japão o processo com estêncil alcançou grande notabilidade no período Kamamura quando as armaduras dos samurais, as cobertas de cavalos e os estandartes tinham emblemas aplicados por esse processo. Durante os séculos XVII e XVIII ainda se usava esse tipo de impressão na estamparia de tecidos.

Foram raros os artistas que utilizaram o processo como ferramenta para a execução de impressão, ou de trabalhos gráficos. Theóphile Steinlein, um artista suíço que vivia em Paris é um dos poucos exemplos do uso da técnica. Neste período da grande depressão de 30, nos EUA os esforços do WPA – Federal Art Projects, estimularam um grupo de artistas encabeçados por Anthony Velonis a experimentar a técnica com propósitos artísticos. Os materiais e equipamentos baratos, facilmente encontrados sem grandes investimentos foram algumas das razões que estimularam os artistas a experimentar o processo. Tais artistas iniciaram um importante trabalho de transformar um meio mecânico, cujas qualidades gráficas se limitavam às impressões comerciais, numa importante ferramenta para desenvolver seus estilos pessoais. O sentido desse esforço inicial estendeu-se aos artistas dos anos 1950, incluindo os expressionistas abstratos e os action painters, como Jackson Pollock.

As barreiras e definições estabelecidas que tratavam o estencil como “manifestação gráfica menor”, só foram eliminadas no fim dos anos 1950, início dos 1960. O grande responsável por isso foi o processo fotográfico utilizado através da serigrafia e novos conceitos e movimentos artísticos, além do avanço tecnológico: Art Pop, Op Art, Minimalismo entre outros. Os primeiros artistas que se utilizaram do processo procuravam tornar mais naturais e menos frias as impressões. Foram ressaltados, entre outros, dois pontos básicos da técnica: – sua extrema adaptabilidade que permite a aplicação sobre qualquer superfície inclusive tridimensional, muito conveniente para certas tendências artísticas – e suas especificidades gráficas próprias, ou seja características gráficas que o estencil pode proporcionar. Seu poder de comunicação é diverso, pois saiu de uma produção industrial para uma produção artisticas, e com está ponte, é onde alguns podem chegar a uma produção politica. Com seu acabamento visual-industrial (proprio de um trabalho em serie), o estencil exerce atualmente o poder da comunicação enquanto uma das formas de intervenções urbanas – um tipo de manifestação artiticas, geralmente realizada em áreas centrais de grandes cidades. Consiste em uma interação com um objeto artístico previamente existente ou com um espaço público, visando colocar em questão as percepções acerca do objeto artístico. A intervenção artística tem ligações com a arte conceitual e geralmente inclui uma performance. É associada aos Happening, Body Art, ao movimento Dada, Neodadaistas e à arte conceitual. Consiste em um desafio ou, no mínimo, um comentário sobre um objeto (eventualmente, um objeto artístico) de forma a modificar o significado ou as expectativas do senso comum, quanto a esse objeto.

Embora a intervenção, por sua própria natureza, tenha um caráter subversivo, atualmente é tida como legítima manifestação artística, muitas vezes patrocinada pelo Poder Público. Mas, quando não autorizada, quase certamente será considerada como vandalismo e não como arte. Intervenções não autorizadas ou ilegais frequentemente alimentam o debate sobre os limites entre a arte e o simples vandalismo.

A intervenção é sempre inusitada, realizada a céu aberto e por ter um caráter crítico, seja do ponto de vista ideologico, politico ou social, referindo-se a aspectos da vida nos grandes centros urbanos. Um texto embaralhada numa estação, por exemplo, é um convite para que as pessoas parem sua maratona frenética e dediquem alguns minutos para decifrar aquelas palavras. Mas as intervenções urbanas também podem ter outros alvos, como a marginalização da arte, problemas sociais, ambientais e outros.

Essa forma de manifestação também expande os conceitos de arte pois, afinal, se uma pedra pintada de vermelho, uma ilha encoberta por um pano e um homem andando de saia numa avenida movimentada de São Paulo são exemplos de manifestações artísticas, então o que (não) seria arte?

Quais são os projetos de arte urbana desenvolvidos pelo curso de artes atualmente?

A Universidade Federal de Uberlândia está promovendo outras atividades além do projeto – Festival Musgo de Artes Integradas, assim tendo como outras vivências em Artes Visuais como: o projeto do Festival de Artes Visuais – e o projeto Arte e Comunidade – Estencil para uma intervenção urbana.

De onde vem a inspiração das imagens e frases?

Muitas das vezes veêm da propria rua, a Rua é o cenario que traz a problematica do fato estipulado pelo coletivo, assim com as frases são as mesmas coisas, usamos palavras como imagens imbutidas no invisivel. Mas também não podemos esquecer da subjetividade de cada um com seu repertorio da historia da arte, pois é ela que revela o campo imagetico da produção visual e as suas leituras: romances, tragedias, comedias, textos cientificos e até mesmo filosoficos.

O que a gente pode esperar pra oficina do Musgo?

O Festival MUSGO de Artes integradas promove a cada ano, uma semana de atividades culturais variadas, tais como mesas-redondas, exposições, apresentações teatrais, shows e oficinas (neste ano será de estencil). O MUSGO contempla todas as vertentes artísticas produzidas dentro do ambiente da Universidade Federal de Uberlândia e estabelece uma interação artística e intercâmbio de experiências através da presença e participação de variados profissionais da área cultural da nossa cidade e país. Venho com maior ênfase na oficina de estencil – poís também irá trazer a essência do Festival MUSGO, que é a interação das diversidades artisticas, contento dois tipos de grupos: alunos que nunca tiveram experiencias com o Estencil e alunos que já tiveram outras vivências com o suporte de Estencil, ou seja, aulas produtivas e diversificadas de acordo com a subjetividade dos alunos com suas trocas de experiencias, cada um com suas imagens e textos acumulados nas caminhadas promovidas pelas exposições, apresentações teatrais e mesas-redondas, aqui será materializada na produção em imagens ou textos.

Lembrando a tod@s que haverá emissão de certificados para essas atividades! Venha participar!

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O som do MUSGO

O Festival Musgo chega a sua terceira edição em 2011, e esse ano vem com uma programação musical pra todos os gostos, quem esteve presente ano passado sabe do que estamos falando, bandas que se vem se destacando no cenário local e nacional!

As atrações musicais se apresentam no dia 12 de novembro a partir das 16hs no Centro de Convivência da UFU Campus Santa Monica.

16hs Associação Livre Invisível(SP)

O Associação Livre Invisível é um projeto musical que une duas vertentes artísticas em um mesmo ambiente representativo: a música e o audiovisual. Formado em 2009 por músicos e artistas de São Paulo e Minas Gerais, o Associação Livre Invisível inicia sua trajetória trabalhando em composições autorais.Sob influências de diferentes gêneros e autores que vão de Tim Maia à The Clash, passando ainda por ritmos encontrados em culturais populares brasileiras, o grupo propõe a diversidade aliada ao experimentalismo. Com isso em Junho de 2010 monta seu primeiro repertório para um pocket show no lançamento da Revista Ounão, ainda sem Patrícia Vianna na percussão.De lá pra cá o grupo trabalhou no desenvolvimento do repertório e trabalha na gravação do primeiro EP homônimo do projeto, previsto para outubro/11.
O grupo recentemente participou do 3º Festival de Inverno na cidade de Sacramento (MG).
Em sua agenda para o 2º semestre de 2011 se apresentou na Casa da Música de Diadema (SP), no Festival de Inverno de Paranapiacaba (SP) e na comemoração de aniversário da cidade de São Bernardo do Campol (SP).
Participou da Mostra de Artes em Diadema, 2011, no qual, tocou no Teatro Clara Nunes com 18 bandas, sendo vencedor como MELHOR BANDA e MELHOR INTÉRPRETE.

mais em: http://www.myspace.com/associacaolivreinvisivel 
 
 

17hs Rotten Hell(UDI)

mais em: http://www.myspace.com/rottenhellband 
 
 

18hs Mula di Freti(UDI)

A Mula di Freti foi formada pelo Bigode em meados de 2001-2002, com o intuito de fazer cover dos Ramones. Após algumas formações a banda decidiu fazer música própria. Em 2006 a Mula ficou manca e acabou….voltando em 2010 mais nervosa e agressiva…..Hey Ho, Let’s Go!!!

mais em: http://www.myspace.com/muladifreti 
 
 

19hs Anil(ARI)

A Banda nasceu de uma parceria entre a guitarra de Maurício e a bateria de Juliano em um festival de Rock em 1995 no município de Araguari- MG. Em 1997 com a entrada do contrabaixo de Marcílio, começaram as composições para o Primeiro CD Independente, que foi gravado no ano seguinte com a presença do tecladista Mauro; o CD contém 18 músicas inéditas todas compostas pela banda. Após a gravação, a banda Anil realizou seu Primeiro Show de lançamento do CD “Imitação dos Antigos”, seguido por shows nas cidades de Patos de Minas, Uberlândia, Araguari e em outras cidades locais. No início de 1999 a banda foi convidada para uma apresentação acústica nos estudios da Rádio Universitária na cidade de Uberlândia-MG, contando agora com a presença do contrabaixista Pablo após a saída de Marcílio. Em Janeiro e Julho de 1999 a banda se apresentou no Clube Privê em Caldas Novas-GO. No dia 17 de Janeiro de 2000, Anil abre o show da banda Pato Fu em Uberlândia-MG, em um show realizado pelo Colégio Nacional na campanha “Vista Esta Causa”. Ainda no início do ano de 2000, a banda realizou sua primeira apresentação em TV, na cidade de Goiânia-GO no programa Matinê, transimitido em rede estadual. Em 16 de Agosto a banda realizou uma apresentação muito importante em sua história, na cidade de Santos-SP participou do Segundo Enseada Rock com a música “Filhos do Norte”, conseguindo o mérito do Terceiro Lugar e também a gravação da faixa no CD divulgado pelo Festival, com selo da Abril Music. Em 15 de Janeiro de 2001 a banda realizou outra apresentação importante em Uberlândia-MG, após o show da banda Tianastácia no Acrópole. Em 17 de Agosto de 2001, Anil participou da maior feira de música do Brasil (ExpoMusic, São Paulo) apresentado no Programa Music Hall, junto com grandes nomes da música nacional e internacional. Em 2002 a banda muda sua formação com a saída dos teclados de Mauro e a entrada de André complementando os vocais. Desde então a banda continua realizando várias apresentações locais e regionais, com destaque para duas realizadas na Pousada do Rio Quente Caldas Novas- GO e em calouradas da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Em Dezembro de 2005 a banda gravou seu Segundo CD Independente contendo 15 músicas inéditas o qual foi lançado no dia 14 de Maio de 2006, junto com a gravação do primeiro DVD no Palácio dos Ferroviários na cidade de Araguari-MG. Em 2007 foi lançado o Terceiro CD Independente, esse acústico “O Alfinete” contém 18 músicas inéditas. Ano marcado também pela saída da bateria de Juliano, que foi substituído pelo então contrabaixista Pablo, no lugar de Pablo, Sandoval com todo seu talento assumiu o contrabaixo, fazendo desta a formação atual da banda, hoje conhecida como Anil Rock.

mais em: http://www.myspace.com/bandaanil 
 
 

20hs Maldito Sudaka(UDI)

Malditos Sudakas é um novo grupo musical que surge na região do Triângulo Mineiro nas cidades de Uberlândia e Uberaba, em 2009. Trio formado por um mineiro, um paulista e um chileno que gostam de músicas de vários estilos, passeando por ritmos latinos, rock, samba, bossa nova, bolero, músicas étnicas e jazz. As composições são do chileno Hilario – Voz, violão e guitarra, ex-estudante do curso de música da UFU e professor de espanhol. Na bateria e percussão temos a grande revelação da música uberlandense nesses dois últimos anos – Jack, estudante de percussão da UFU, além de tocar com vários grupos e artistas importantes de Uberlândia como Porcas Borboletas, Luiz Salgado, Karine Telles. No baixo temos Márcio Bonesso, experiente baixista da “média guarda de Uberlândia”, tocou por vários anos com figuras importantes da música como Pena Branca, EmCantar, Orquestra de Violeiros de Uberlândia, Luiz Salgado e idealizou o projeto Periferarte. Fez ciências sociais na UFU e mestrado na UFSCar em antropologia, atualmente é professor de ciências sociais do IF Triângulo em Uberaba. Apesar do grupo ser de 2009, há 12 anos Hilario e Marcio já tocavam algumas composições do chileno. Em 2000, Hilario retornou para o Chile e em 2005 retornou para Uberlândia. Em 2009, os dois retomaram o projeto e chamaram Jack para fazer a bateria e percussão.

mais em: http://maldito-sudaka.conexaovivo.com.br/ 
 
 

21hs Nosotros(SP)

Originada em São Paulo, Nosotros tem cara de big band. Com oito integrantes, e sonoridade pop rock, passeia pelo folk e provilegia melodias em todos os âmbitos, com batidas marcantes e letras sensíveis. Essa atmosfera introspectiva ganha amplitude por meio de arranjos dançantes, cheios de brilho, graças aos instrumentos de sopro, fazendo da audição do Nosotros uma experiência ao mesmo tempo coletiva, pra dançar e cantar junto, e íntima, pra ouvir sozinho em casa e viajar longe.

mais em: http://www.myspace.com/nosotrosmusica 
 
 

22hs Trampanumbras(UDI)

Pela segunda vez no Festival Musgo onde fez sua estreia ano passado o Tram-Panumbras surge diante do ser humano e seus processos, o caos urbano, o imediatismo e o consumismo que afastam o homem do entorno sinestésico, do místico, do intocável, do hipnótico.

Assim o grupo utiliza instrumentos convencionais mas também se apropria de objetos resultantes desse processo involutivo do homem como eletrodomésticos, lixo e sucata, e os recicla como instrumentos dando pano de fundo para letras que instiguem a crítica e reflexão sobre o que fomos, somos e viremos a ser.

mais em: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001894588620 
 
 

23hs The Dead Rocks(SP)

Em quase 10 anos de carreira o conjunto atingiu incrível sucesso com suas inesquecíveis apresentações, somando em seu extenso currículo centenas de shows, entre eles, apresentações na Franca, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Argentina e em quase todo o território brasileiro.

Com mais de dez lançamentos no mercado fonográfico, o conjunto já figurou nos mais importantes meios de comunicação do Brasil e do exterior, como Rede Globo, MTV Brasil, TV Cultura, ABC News, Transamérica FM, Eldorado FM, Kiss FM, além de veículos impressos como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Dynamite, Rock Press, Trip, Revista TAM, 100% Skate e inúmeras citações em sites especializados, blogs, redes sociais e revistas eletrônicas.

mais em: http://www.myspace.com/thedeadrocks 
 
 

24hs Garotas Suecas(SP)

Do mundo para o Brasil e de volta para o mundo. Na construção de seu estilo e trajetória, o Garotas Suecas é como um bumerangue musical. Reprocessando influências de ritmos negros americanos (o rock, o funk e o soul) a partir da tradição antropofágica brasileira (o tropicalismo dos Mutantes, a fase roqueira de Roberto Carlos e o groove de Tim Maia), o grupo arrebata fãs dentro e fora do país com o balanço contagiante de seu álbum de estreia, Escaldante Banda. Lançado em CD e vinil, o disco chegou primeiro aos Estados Unidos, pelo selo californiano American Dust, e marcou o início de uma turnê de 28 apresentações pela terra do Tio Sam, em setembro de 2010. Passando, entre outras cidades, por Nova York, Los Angeles, São Francisco, Chicago e Seattle (onde a banda se apresentou na 40ª edição do festival Bumbershoot, ao lado de artistas como Bob Dylan, Solomon Burke e Booker T.), o frescor retropicalista do Garotas Suecas conquistou plateias estrangeiras, em shows concorridos e críticas rasgadas ao disco e à performance ao vivo de Guilherme Saldanha (voz), Irina Bertolucci (voz e teclado), Tomaz Paoliello (guitarra), Fernando Machado (baixo) e Nico Paoliello (bateria). Recentemente, na semana que passou, a banda acabou de ganhar na categoria Experimente do Prêmio Multishow.

mais em: http://www.myspace.com/garotassuecas 
 
 
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6ª Edição do Festival Udirock promete…

” Com 20 bandas de apresentando em 2 dias de shows o Festival UdiRock chega a sua 6ª edição como um dos principais festivais de música independente de Minas Gerais “

Com 20 bandas se apresentando em 2 dias de shows o  Festival UdiRock chega a sua 6ª edição como um dos principais festivais de música independente de Minas Gerais, acessibilidade e responsabilidade social são as palavras chaves desta edição, apostando no compromisso com a diversidade musical, o festival abre espaço para estilos musicais diversos como hardcore, punk, grunge, metal, indie e demais vertentes do rock, uma vez que alguns destes estilos encontram dificuldades para se apresentar em outros eventos e espaços locais que não absorvem estes estilos em suas programações. O Festival UdiRock é um momento importante na cena musical local dando a vários artistas a oportunidade de se apresentar em boas condições técnicas.

Para ampliar a acessibilidade para o Público e reforçando o compromisso social do festival a entrada nesta edição será a doação de 2 litros de leite que serão trocados por um passaporte para acesso aos dois dias de shows, os leites posteriormente serão doados para o Grupo Luta pela Vida/Hospital do Cancêr de Uberlândia.

Já passaram pelo palco do festival mais de 73 bandas nas 5 edições já realizadas.

6ª Edição do UdiRock será realizada de 13 a 16 de outubro no e conta com o apoio do Fundo Municipal de Incentivo a Cultura e apoio da Diretoria de Culturas da Universidade Federal de Uberlândia além de apoios da iniciativa privada e parcerias.

Ações de Sustentabilidade também integram o festival, todos resíduos gerados pelo festival serão recolhidos e doados a cooperativas de recicladores,  para estimular o uso de tranposte público e de veículos não poluentes será disponibilizado estacionamento para bicicletas no Acrópole, o horário do festival será diferenciado de outros eventos semelhantes, sendo realisado entre 15:00 e 22:30 h permitindo assim o uso de transporte público (ônibus).

Desde a primeira edição, o Festival Udirock se propõe a estimular a produção musical autoral em Uberlândia através de shows, debates, palestras, oficinas, filmes e expositores de cultura independente (Selos Musicais, Fanzines, Ong´s, etc.), criando assim um momento de encontro e articulação da cena musical local.

O Festival UdiRock é realizado pelo Valvulado “Cultura Amplificada” que é uma associação que promove circulação e formação de público para bandas independentes, valorizando a música autoral em Uberlândia e região, saiba mais sobre o Valvulado no sítio  www.valvulado.org

As coberturas em vídeos das edições anteriores então disponíveis no www.youtube.com/valvuladotv

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Geeks, gadgets e pensamento de esquerda.

Se fosse pra citar o acontecimento mais relevante para o desenvolvimento humano que aconteceu nas últimas décadas, garanto que muita gente traria a “internet” na ponta da língua.

E isso não seria espanto. A pouco as TIC´s (Tecnologias de Informação e Comunicação) se instalaram entre nós e já somos levados a constantemente utilizá-las e, vez ou outra, pensar sobre suas as influências e reflexos no caminhar do nosso desenvolvimento em sociedade.

Em certa medida, a internet e seus canais vieram celebrar o poder da mídia, e aquilo que ela já havia se mostrado eficiente. As novas maneiras de comunicação agora, providenciam o conforto do indivíduo. Este se mantém “conectado” ao que acontece com sua aldeia global sem sair de sua casa ou tempo, e o que é mais fundamental, seguro por estar na “extencionalidade” da rede.

É nesse tipo de efeito que se torna possível ver o quanto tais tecnologias e suas performances são usadas em benefício do próprio sistema que a compôs.

Mais isso tudo ainda é muito geral, não?

O que a vida contemporânea e globalizada, cada vez mais permeada por esses mecanismos de comunicação, nos induz a pensar, agora de maneira mais profunda, é sobre o uso dessas novas tecnologias, trazendo uma fresta para a análise do seu alcance político (entendendo este último como parte da dimensão comunicativa e representação de interesses) em meio a um mundo onde o fluxo de informações é intenso e extenso e que até então vive recorrendo às dicotomias categorizadas pela “esquerda” ou “direita” para legitimar teorias, principalmente no que diz respeito a sociabilidade e suas veias econômicas.

As TICS chegaram num tempo em que, mesmo num mundo varrido por planos governamentais democráticos, concepções classistas ainda se fazem sentir. O que promovem nesse mesmo sentido, e cada vez mais, é a interação entre realidades diferentes.

Em paralelo a esse papo todo, (que não deixa de levar em conta a cultura, uma vez que esta é o pano de fundo da dimensão comunicativa e política) vários teóricos, analistas e pesquisadores do desenvolvimento político hoje lançam seus olhares sobre a “sociedade em rede” e trazem na maioria das vezes junto dessas análises, questionamentos que se referem ao panorama político, social e econômico da sociedade contemporânea. Assim, em paralelo com as análises clássicas das sociedades de classes, quais seriam as características e competências de uma “nova esquerda” em um mundo em que cada vez mais se faz e se reforça sob o plano do indivíduo e a maneira rápida e, eficiente ou não, que este indivíduo lida com aquilo que o cerca?

Meszáros e Ianni são dois autores que nos envolvem nessa discussão e nos permiti fazer resgates reflexivos de outros teóricos a partir de suas observações e orientações. O que autores como esses dois põem como componente de suas pautas?

R. A informação contemporânea, e igualmente seus meios de transmissão, como mecanismos utilizados no processo de modelagem do indivíduo dentro do contexto neoliberal.

No neoliberalismo, a liberdade e igualdade se faz no plano do capital e de maneira individual, ou seja, você mesmo é capaz de ter sua liberdade, uma vez que esta é (para o sistema em que vivemos) a possibilidade de “produzir” (trabalhar) e “consumir” (comprar). Dentre do jogo neoliberal, parte-se do pressuposto que, quanto mais produtivo e orgânico aos padrões do sistema o indivíduo se encontrar, maiores são suas chances de garantir sua igualdade e liberdade dentro da sociedade em que vive. É sob esse círculo “gratificante” de produção e consumo que o neoliberalismo espalha a todos os cantos o ideal de inexistência de fronteiras, ou seja de possibilidades de você ser livre. O interessante é que ultrapassar essas fronteiras é igualmente contribuir cada vez mais para o sustento da infra-estrutura (base material) e superestrutura (base cognitiva).

O neoliberalismo desenvolveu o projeto de objetividade da modernidade e assim, objetividade, realidade e racionalidade são três componentes que caminham sempre juntos na vida contemporânea. Esses componentes são legitimados principalmente pela ciência e suas tecnologias. Tudo que está fora dessa perspectiva é alternativo, perigoso, uma vez que é passível de erro. O que chega a hora de nos atentarmos é que essa concepção de objetividade como totalidade para a solução dos problemas contemporâneos se assemelha em grande medida a uma ideologia das classes dominantes. Esse tipo de objetividade, componente principal do fluxo de informações e de suas escolhas hoje, é base de seu poder. É através dela que as potencialidades do próprio indivíduo são ludibriadas e invertidas. Nessa inversão,o indivíduo contemporâneo, cercado de informações e possibilidades, deve sempre manter-se flexível, pronto para conectar-se a qualquer momento, uma vez que a racionalidade e objetividade de hoje requer isso.

Como já relacionamos anteriormente, e dentro da perspectiva desses autores, podemos evidenciar que ainda é complexo, pra não dizer complicado, o discurso que encara o próprio desenvolvimento capitalista, gerador dessas tecnologias, como articulador de sua própria destruição. O simples desenvolvimento e consequente barateamento e acessibilidade de tais tecnologias não podem ser sozinhos os componentes de tamanha transformação. O que também é interessante observar é que o surgimento, a cada dia, de novas tecnologias e seu barateamento não desvaloriza a capacidade do sistema em manter-se centralizador das informações e sua transmissão. Pelo contrário. Sua distribuição e proliferação desses novos mecanismos é fundamental para embasar as necessidades neoliberais entre um grande número de pessoas, e fazer com que elas compartilhem o mais intensamente possível, as necessidades que lhes são postas. O que o capitalismo foi capaz de perceber é que a partir dessas novas comodidades comunicativas ele poderia atingir as fontes subjetivas, individuais, e assim processar da maneira mais pessoal e identificante possível a engrenagem responsável pelo preenchimento das lacunas do sistema. Estimula-se assim, sob perspectiva diferente, um mesmo metabolismo.

Sim, essa pode ser uma visão pessimista, no entanto, tais observações não se encontram fora do plano da realidade.

Já que todo esse papo se dá sobre o plano da comunicação em nossos dias, chamo Gramsci (séc XIX) pra conversar.

O autor que se inspira em marx, discorreu muito sobre a dimensão da comunicação e linguagem e sua influência para a construção de uma, poderíamos dizer, hegemonia alternativa ao modelo que reproduzimos agora. Logo no ínicio do século XX, Gramsci foi visionário e ao meu entender, ajuda-nos sim, no plano de agora, a compreender qual seria e como se daria a as dimensões, limites e influências da comunicação em nossos dias atolados de informação.

Nessa mesma orientação e observando os canais comunicativos que temos hoje, o autor nos dá base para pensarmos sobre qual seria a influência dessas novas mídias na formação do senso de realidade das pessoas de hoje. Seria a imponência da realidade “objetiva” do sistema preservada ou essas novas tecnologias nos supreenderiam com a distribuição de novas concepções a respeito do homem e o meio em que vive?

Estabelecendo esse paralelo, percebemos que as TICS, uma vez trabalhando no campo da comunicação, (que para Gramsci é a dimensão fundamental, ou seja, é onde se é capaz de organizar e dar suporte a uma nova consciência/cultura) podem ser mecanismos essenciais para a proliferação e compartilhamento de ideias alternativas que compartilhadas poderiam desencadear ações que podem nos trazer visões para além do capital.

Chegamos ao ponto. Gramsci, pelas suas contribuições a respeito da importância da esfera da comunicação nas mudanças de consciência, e Meszáros, por demonstrar a nossa real necessidade de transição para outro modelo de reprodução social, nos permitem ousar dizer que hoje a principal, se não primeira responsabilidade da “esquerda” contemporânea (se esse ainda for seu nome) é sair da ótica de outrora, na qual se baseava em irrestritamente tripudiar o capitalismo sem a construção de propostas concretas no plano do indivíduo, que cada vez mais se exacerbava em sociedade. Sendo assim, sua importância máxima como “frente reflexiva” hoje estaria mais atrelada a sua competência em desmistificar as concepções “objetivas” construídas pelo capitalismo até então, do que recompor ideários e agendas socialistas de outras épocas. Essa desmistificação tem seu desenvolvimento a partir do plano da comunicação, pois uma vez estando articulado com a dimensão política e cultural, é capaz de ser o canal para o compartilhamento de novas idéias, modelos e perspectivas que não este que temos agora.

As TICS são neutras. Não vieram para salvar, muito menos para conectar o homem ao homem. Este próprio deve por sua conta, no plano real, desenvolver essa conexão. Elas contribuem apenas na arena de jogo, como instrumentos capazes de nos evidenciar noções diversificadas e desmanchar visões reacionárias em ampla escala, no entanto, não dialogam ou proliferam experiências por si só. Portanto, fica aqui a provocação. Não caberia a nós, indivíduos da geração onde tudo se dá por satélite, mídia-livristas, self-mídias, esquerdistas desconsolados, todos sempre muito acostumados a debater sobre a revolução do homem de hoje, compartilhar cada vez mais e com perspicácia, através desses mecanismos, panoramas que estimulassem a vontade pela construção de uma nova consciência em ampla escala, sem que esta se constitua como doutrina, mas que seja capaz de comportar o toque universal dentro de cada indivíduo, ao invés de simplesmente usar tais artefatos para nos manter conectados ao que o sistema exige, ou seja, distribuição da produção e consumo, que por mais que nos dias de hoje apresentem formas variadas,  ainda sim preservam o mesmo metabolismo?

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Boas novas do 3° Festival Musgo de Artes Integradas

Já que foi dada a largada do Festival MUSGO de Artes Integradas, bora logo começar com as atrações musicais que a gente tá trazendo de fora pra fechar a festa desse ano?

NOSOTROS http://www.myspace.com/nosotrosmusica

Originada em São Paulo, Nosotros tem cara de big band. Com oito integrantes, e sonoridade pop rock, passeia pelo folk e provilegia melodias em todos os âmbitos, com batidas marcantes e letras sensíveis. Essa atmosfera introspectiva ganha amplitude por meio de arranjos dançantes, cheios de brilho, graças aos instrumentos de sopro, fazendo da audição do Nosotros uma experiência ao mesmo tempo coletiva, pra dançar e cantar junto, e íntima, pra ouvir sozinho em casa e viajar longe.

THE DEAD ROCKS http://www.myspace.com/thedeadrocks

Em quase 10 anos de carreira o conjunto atingiu incrível sucesso com suas inesquecíveis

apresentações, somando em seu extenso currículo centenas de shows, entre eles, apresentações na França, Itália, Bélgica, Alemanha, Inglaterra, Argentina e em quase todo o território brasileiro.

Com mais de dez lançamentos no mercado fonográfico, o conjunto já figurou nos mais importantes meios de comunicação do Brasil e do exterior, como Rede Globo, MTV Brasil, TV Cultura, ABC News, Transamérica FM, Eldorado FM, Kiss FM, além de veículos impressos como Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Dynamite, Rock Press, Trip, Revista TAM, 100% Skate e inúmeras citações em sites especializados, blogs, redes sociais e revistas eletrônicas.

Conheça mais a banda: http://www.deadrocks.com.br/

 

GAROTAS SUECAS http://www.myspace.com/garotassuecas

Do mundo para o Brasil e de volta para o mundo. Na construção de seu estilo e trajetória, o Garotas Suecas é como um bumerangue musical. Reprocessando influências de ritmos negros americanos (o rock, o funk e o soul) a partir da tradição antropofágica brasileira (o tropicalismo dos Mutantes, a fase roqueira de Roberto Carlos e o groove de Tim Maia), o grupo arrebata fãs dentro e fora do país com o balanço contagiante de seu álbum de estreia, Escaldante Banda. Lançado em CD e vinil, o disco chegou primeiro aos Estados Unidos, pelo selo californiano American Dust, e marcou o início de uma turnê de 28 apresentações pela terra do Tio Sam, em setembro de 2010. Passando, entre outras cidades, por Nova York, Los Angeles, São Francisco, Chicago e Seattle (onde a banda se apresentou na 40ª edição do festival Bumbershoot, ao lado de artistas como Bob Dylan, Solomon Burke e Booker T.), o frescor retropicalista do Garotas Suecas conquistou plateias estrangeiras, em shows concorridos e críticas rasgadas ao disco e à performance ao vivo de Guilherme Saldanha (voz), Irina Bertolucci (voz e teclado), Tomaz Paoliello (guitarra), Fernando Machado (baixo) e Nico Paoliello (bateria). Recentemente, na semana que passou, a banda acabou de ganhar na categoria Experimente do Prêmio Multishow.

Conheça e ouça o som da banda aqui: http://www.bandagarotassuecas.com.br/

E ainda tem as atrações locais que em breve a gente tá apresentando por aqui. Então só se ligar aqui no blog pra ficar por dentro dessas e demais apresentações e atividades culturais que acontecerão durante a 3ª Edição do Festival MUSGO de Artes Integradas. A programação completa sai já, já ;)

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